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(…) ler com insaciável voracidade as páginas deste épico brilhante. 

Esta última frase, da sinopse do livro O Regresso dos Deuses: Rebelião, de Pedro Ventura, descreve por inteiro – e sem erro – aquilo que eu senti desde a primeira palavra lida até à última. 

Seguir as pisadas de Calédra era um desejo inebriante que me fazia adormecer cada dia mais tarde, enquanto folheava mais uma página, e mais outra; só mais uma… 

São poucos os livros que fazem isso e qualquer autor que consiga escrever uma história com semelhante efeito está de parabéns. 

O livro está bem escrito, o texto flui como água, os personagens estão bem construídos – mesmo com todos os segredos que escondem, nada pareceu desencaixado -, mas o destaque vai para a impressionante Calédra, tão poderosa quanto bela, e para a forma como o Pedro consegue agarrar o leitor; é como se a Rainha dos aurabranos deitasse as próprias mãos cá para fora e nos segurasse – firme -, do lado de cá, até ter acabado de contar o que tinha a revelar.

É um livro magnífico de um autor com grande potencial, demonstrando, mais uma vez, o discernimento da Presença nas suas escolhasem autores Portugueses.

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Olá a todos!

 A Trilogia Império Terra vai ter a sua primeira apresentação, enquanto Trilogia, no próximo dia 9 de Fevereiro de 2012, pelas 18h30m, na Livraria Lisboeta Pó dos Livros, na Av. Marquês de Tomar, nº 89.

 Esta Apresentação é especial, pois nela não se falará só do Império Terra: O princípio, nem só do Império Terra: A Guerra da Pirâmide, mas também, e principalmente, da Trilogia.

 Nesta Apresentação conta-se com o apoio da Papiro e da HM Editora, responsáveis pela colocação dos livros na Pó dos Livros, e conta-se com a vossa presença – não se esqueçam de que será uma oportunidade excelente para adquirirem  ambos os livros 

Conto convosco

 

 

Falarmos da Trilogia Nocturnos é falarmos de Rafael Loureiro. 

Os livros – os dois primeiros publicados, inicialmente, em edição de autor – são recheados de acção e revelam vampiros humanos.

O que é que isto significa?

Nunca antes tinha lido literatura vampírica – perdoem-me a catalogação -, no entanto, já vi filmes e séries televisivas. Os vampiros surgem sempre como seres malévolos – quase servos do demónio e dos infernos – e, de vez em quando, lá surge um com maior repúdio à sua própria natureza, disposto a abdicar da sua eternidade, normalmente, para salvar um mortal – desculpem-me o traçado caricaturista.

Os vampiros do Rafael, pelo contrário, são pessoas – são gente. Têm vidas como qualquer um de nós, sujeitas aos condicionalismos da sua natureza, mas são iguais a qualquer pessoa que esteja a ler este texto. Basta pensarem, um pouco: em vez de sangue, imaginem outra coisa qualquer de que precisem; pode ser qualquer coisa… Já imaginaram?

De vampiros, todos temos um pouco; não é?

Podem dizer que não, se atentarem na forma como se satisfazem; mas se pensaram na natureza da necessidade, terão de dizer que sim.

Portanto, o que temos, nesta Trilogia magnífica, e que – a meu ver – preencheu um vácuo existente no género Fantástico, e especificamente Vampírico – perdoem-me mais uma vez -, é a história de uma sociedade – Nocturnos – que nos é contada pelas palavras de Deimon Dellmona, mostrada pelos seus actos e sentida pelas suas emoções.

Os vampiros vivem muito tempo, o que pode ter sido um desafio para o escritor que se aventurou em terras da Arcana. Mas se o foi, Rafael, ultrapassou-se exemplarmente, pois fez-nos sentir o peso dos séculos sem arrastar a narrativa; os saltos no tempo são perfeitas notas 10.

Todos os livros são bons: bem escritos, fluídos, intensos. Todavia, há sempre um que sobressai. Para mim, o eleito, é o último: A Redenção. Foi um livro que devorei.

 Este comentário não estaria completo sem falar do Escritor Rafael Loureiro.

O Rafael mostrou perseverança. Acreditou no seu trabalho e lutou por ele. A aposta da Presença é, sem dúvida, uma merecida recompensa; tal como o é tudo aquilo que floresceu á sua volta: um CD, uma Banda Desenhada, um filme.

Contudo, Rafael também acredita no trabalho dos outros; o que mostra que não se esqueceu das dificuldades que sentiu, enquanto escritor, nem de como é difícil bem publicar em Portugal.

Exemplo disso é a Iniciativa Exposição Novos Autores: uma exposição itinerante que pretende mostrar novos autores portugueses por este nosso país. Infelizmente, como tudo o que respeita à cultura em Portugal, não tem fundos próprios e está dependente da boa vontade das autarquias e associações; a receptividade daquelas entidades tem sido positiva.

Esperemos por mais.

Olá a todos! Para celebrar o ano e meio do lançamento de «A Guerra da Pirâmide», na Fábrica Braço de Prata, vou disponibizar aos interessados uma edição especial de «A Guerra da Pirâmide». Esta edição – 9 livros – será acessível por um preço mais baixo – 14.40€ – e terá, como parte integrante, um marcador de «A Guerra da Pirâmide». Mas isto não é tudo! Alguns dos livros conterão um objecto surpresa que, por sua vez, dará acesso a um prémio – o primeiro livro da Trilogia.

Condições: o livro deverá ser adquirido junto do autor, por envio de email para trilogiaimperioterra@gmail.com.

Para poderem reclamar o prémio, basta enviarem um email para o mesmo endereço acima indicado com a identificação do objecto.

Sangue-do-Coração

Acabei de ler Sangue-do-Coração – o meu primeiro livro de Juliet Marillier. 

A primeira questão que me surge é: 

Por que razão levei tanto tempo a pegar num livro desta autora fantástica?

Muitos apontam Juliet Marillier como a sucessora de Marion Zimmer Bradley. Apesar dessa colagem/rotulagem, para mim, não fazer sentido, quanto mais não seja porque Bradley terá sempre um lugar especial nas minhas estantes, consigo compreendê-la.

No entanto, acredito que ler um livro de um autor não me faz especialista – se é que alguém o pode ser; pelo que não irei alongar-se sobre isso, dizendo, ainda assim, que é notória a influência de Zimmer Bradley, principalmente, na hegemonia dada às mulheres. E sobre isso haveria muito para dizer, mas não será aqui.

Comecemos pelo título: Sangue-do-coração, para além do nome de uma erva rara que existe no jardim de Whistling Tor– onde se passa a acção -, usada pelos escribas – como a personagem principal – para fazer tinta, é uma maravilhosa metáfora para história que nos é contada, em todas as suas dimensões. É raro encontrarmos uma consistência semelhante entre os títulos e as narrativas – embora, acredito, que sempre assim devesse ser.

Caitrin, é a personagem principal. Escriba de profissão – algo pouco usual para a época -, aprendera o ofício com o pai – que, entretanto, falecera; frágil e cheia de medos, surge-nos a meio de uma jornada, praticamente abandonada nos campos, com a noite a aproximar-se. Um cenário pouco provável para semelhante personagem e que nos deixa de imediato interessados.

Em pouco tempo nos apercebemos que Caitrin fora atirada para a vida por circunstâncias nefastas e que tentava, a todo o custo, sobreviver.

A Jornada leva-a a Whistling Tor, uma terra amaldiçoada, subjugada pelo medo: estranhas coisas se passam por lá…

O mal de se falar de uma história que se adorou é que temos tendência a contá-la. Por isso, calo-me. Quero que todos a leiam. Não irei falar mais sobre a história. Aliás será difícil fazer um melhor comentário do que aquele que consta da capa:

«Nas mãos capazes de Marillier, este é um mistério sobrenatural poderoso e um romance que nos deslumbra.», Booklist

O medo e o mistério transpiram em cada excerto, um passado negro e assombroso espreita em cada virada de página; as consequências dos erros do passado pesam sobre todos os personagens do livro, mas a esperança e a fé brilham sobre toda a história, como um sol.

Foi um livro que não descansei enquanto não o terminei; mas quando cheguei ao fim tive pena de tê-lo acabado.

Juliet Marillier acabou de ganhar uma estante na minha casa.

Os videos de promoção da Trilogia Império Terra estão a concurso no Bibliofilmes: vão lá e votem!

O novo livro de Pedro Ventura já está aí e editado pela Presença – o que é muito bom sinal: para o Pedro e para a produção nacional.

Aqui fica a sinopse:

Após um longo sono de várias décadas, Calédra, a bela guerreira aurabrana, desperta subitamente para uma realidade que lhe é estranha, um tempo que não é o seu. Antiga rainha dos aurabranos, Calédra está destinada a protagonizar uma missão quase impossível – salvar o mundo e os humanos da crescente ameaça do domínio Holkan. Ao longo desta saga extraordinária, são muitos os aliados que Calédra vai encontrando, e muitas as vezes em que enfrenta inimigos terríveis e se vê às portas da morte. Mas o seu espírito inquebrantável promete dar luta aos seus inimigos e cativar-nos desde logo, levando-nos a ler com insaciável voracidade as páginas deste épico vibrante

Terminei de ler recentemente o quarto livro da Saga das Pedras Mágicas – O Círculo do Medo – da autora Sandra Carvalho.

 Desta feita, a autora relata-nos, pelos olhos da personagem principal, Edwina, filha de Catelyn da Ilha dos Sonhos e do jarl Throst, recentemente empossada Guardiã da Lágrima do Sol, os eventos que tiveram lugar após o último volume da Saga – Lágrimas do Sol e da Lua.

São tempos negros, de instável paz entre os homens por culpa de uma luta invisível entre o bem e o mal, onde os mestres da arte obscura tentam, por todas as formas, tomar as pedras da feiticeira Aranwen e com ela a possibilidade de reinar sobre a Terra.

 E é a isto que se opõe com toda a sua alma, força e energia, Edwina – a Rainha do Sol.

Opinião

É fascinante pensar que toda a história é escrita na primeira pessoa e que, ainda assim, conseguimos saber tudo o que importa saber. Os dons que acompanham a personagem principal, Edwina da Ilha dos Sonhos, a Guardiã da Lágrima do Sol, são determinantes para que isto seja possível. E isso faz-me dobrar numa vénia, à autora, pela genialidade que lhe evitou o esparrame de diálogos, ou de coincidências, que se vê por aí, em livros de semelhante perspectiva, apenas para que o leitor tenha conhecimento de tudo o que é preciso ter – vulgo Deus ex-machina.

A história é-nos contada e tudo se encontra devidamente encadeado: as surpresas são surpresas, o esperado é o esperado e as revelações são as revelações. Não encontraremos, em toda a narrativa, uma só incoerência.

Existe alguma frustração. Não pela história ou pela produção literária, e não por uma questão técnica. Trata-se, antes, de um sentimento. Quantas vezes não nos desiludimos com as pessoas que nos são mais próximas?

Os personagens criados por Sandra Carvalho são tão reais quanto isso, e são as suas acções que nos frustram, porque queríamos que tivessem agido de outra maneira, que tivessem tido outra atitude… E isto nada mais é do que um reflexo da realidade. Um reflexo que, de resto, influencia toda a narrativa dando-lhe o ritmo da própria vida.

Destaques

Há vários momentos que destaco em toda a história. Não o faço por serem especiais, de algum modo, mas porque são fundamentais para a saga pois são pontos, no meu entendimento, de união entre os livros e que nos deixam com a pulga atrás da orelha. E é claro que não os irei revelar…

Para os conhecerem leiam mais um livro desta Saga magnífica. Convido-os a passarem excelentes momentos…

O autor Paulo Fonseca, teve uma ideia original. Seria bom que muitos dos novos autores imitassem, pelo menos, esta persistência no processo de divulgação.

Aproveitando que o Natal está aí, e porque um livro é sempre uma prenda – quanto mais não seja pelos elevados preços que se praticam por cá – sugere que comprem a Guerra da Pirâmide. Infelizmente, Guerra da Pirâmide, não está à venda nos locais habituais, mas está à venda no site de editora HM Editora e na rede de livrarias leitura (basta pesquisarem Bulhosa livreiros na Net). 

Aos 10 primeiros que provarem ter adquirido o livro, prova essa que farão pelo envio do comprovativo da compra para o email da Trilogia – trilogiaimperioterra@gmail.com – o autor oferece um livro, autografado, de Império Terra: o princípio.

Um clássico 2 pelo preço de 1. Vale sempre a pena!